Procrastinação: você realmente quer fazer o que se propôs a fazer?

16 Feb 2018

Há tantos motivos que nos levam a adiar a realização de uma tarefa ou atividade (como já escrevi aqui, aqui, aqui e aqui), que corremos o risco de ignorar uma “mensagem” importante por trás de algumas dessas situações.

 

Às vezes procrastinamos porque não vemos sentido no que precisamos fazer.

 

Em geral, as coisas ficam sem sentido quando os ganhos e benefícios de fazê-las não estão claros e, principalmente, quando elas estão desconectadas do que realmente importa para nós.

 

É crucial identificar essas situações para que você possa tomar uma dessas duas decisões: (1) simplesmente não fazer, não se cobrar fazer e gastar sua energia com o que faz sentido para você; ou (2) encarar as coisas de forma diferente, encontrando sentido no que gostaria de fazer ou no que precisa ser feito e, assim, se aproximar da vida que você quer ter.

 

Quando não vemos sentido porque realmente não tem sentido

 

 

Já parou para pensar se você quer mesmo alcançar algumas das metas que traçou para si? Já estabeleceu para si metas que não são suas, mas da sua mãe, do seu pai, da sua namorada ou namorado ou das pessoas de um determinado grupo do qual você faz parte ou gostaria de fazer parte? Já se propôs a fazer coisas por supor que vai agradar outras pessoas, mesmo que você saia lesado ou lesada por isso? Já se viu insistindo numa meta de muitos anos atrás, mesmo que as circunstâncias da sua vida tenham mudado e você já nem queira mais isso?

 

Muitas vezes nos apegamos a algumas metas sem parar para refletir se elas são ou continuam sendo realmente relevantes para nós. Nesse caso, a procrastinação pode ser extremamente útil. Ela é uma mensagem de que há algo de errado e pode ser uma ótima chance para que você pare e pense: será que eu realmente quero ou preciso fazer isso?

 

Não há mal nenhum em mudar suas metas, pelo contrário, essas mudanças são parte da vida, da evolução, da maturidade e da aproximação de uma vida mais valorosa e satisfatória. Pode não ser fácil, mas vale a pena!

 

É bom lembrar que abrir mão de uma meta não é o mesmo que procrastinar. Abrir mão é deixar de persegui-la SEM CULPA, FRUSTRAÇÃO OU VERGONHA, deixando espaço e energia para outras metas mais importantes.  

 

 

Quando não vemos sentido, mas o sentido está lá

 

Geralmente há mais coisas que gostaríamos de fazer do que tempo hábil para isso, por isso é comum que a nossa lista de afazeres se torne cada vez maior e o “gostaria” vai cedendo lugar para o “deveria, tenho que, preciso” fazer. Quando viram obrigações, as coisas podem perder o sentido e os valores que carregavam.

 

Para verificar se o que você está procrastinando virou uma obrigação, mas ainda faz sentido para você, pode ser útil tentar substituir as palavras eu “preciso, tenho que, deveria” por “eu quero”.

 

Por exemplo, substitua: “eu preciso fazer dieta por eu quero emagrecer ou cuidar da minha saúde”, “eu preciso planejar essa festa por eu quero festejar com meus amigos e amigas”, “eu preciso comprar as passagens por eu quero viajar”, “eu preciso estudar por eu quero aprender mais sobre esse assunto”.

 

Se essa substituição foi bem-sucedida, isto é, se você conseguiu encontrar bons motivos para as suas ações, é porque essa meta ainda faz sentido para você! Aliás, pode ser útil refrasear desta forma numa próxima vez que for pensar sobre ela.

 

No entanto, há algumas situações nas quais o que temos que fazer parece sem sentido porque os ganhos e benefícios não estão tão claros ou são indiretos. Por exemplo, quando precisamos estudar para uma matéria que não gostamos na faculdade. Você pode não ter o menor interesse em aprender mais sobre aquele conteúdo, mas ser aprovado nessa disciplina pode ser imprescindível para que você se forme no seu curso.

 

Nesses casos, transformar o eu “preciso, tenho que, devo” em “quero” pode ser um pouco mais difícil, pois é necessário dar um passo para trás e refletir sobre os ganhos indiretos dessa ação, que geralmente estão relacionados às nossas metas de longo prazo.

 

Enfim, a mensagem é a seguinte: há maior chance de fazermos as coisas se elas tiverem sentido para nós.

 

Pare para pensar sobre o que você tem procrastinado. Verifique se são tarefas ou atividades realmente relevantes para você. Se não, abra mão delas e vá atrás do que realmente importa! Se sim, traga para a sua consciência os motivos e valores associados a ela, pois isso vai ajudar a diminuir a procrastinação. Faça isso, especialmente, para aquelas tarefas ou atividades que têm ganhos e benefícios indiretos, associados a metas de longo prazo.

 

Ou dê uma olhada nesse "guia" para identificar se o que você está deixando de fazer

realmente importa para você

 

Esse texto é parte de uma série sobre possíveis causas para a procrastinação. Se quiser ler mais sobre o tema, é só ir clicando aí embaixo nos posts relacionados.

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